Mostra é realizada no Brisamar Shopping, entre 13 e 30 de junho

 

Para matar a saudade da deliciosa sensação de uma boa festa junina, a Secretaria Municipal de Cultura (Secult) de São Vicente preparou mais uma exposição de quadrilhas juninas no mês de comemoração de São João. A partir deste domingo (13), o Brisamar Shopping se transforma num verdadeiro Arraiá e recebe figurinos de nove grupos tradicionais da Cidade com a mostra “No Arraiá do Litorá Tem Quadrilha Caiçara no Brisamar”. 

A exposição fica aberta ao público das 10h às 21h, no terceiro andar do shopping, até 30 de junho. Ao todo, serão 18 figurinos das Juninas: AndyAngel; Corte Francesa; Tia Bola; Tia Tânia, Mirim Tralalá, Tio Cris; Arraial Fazenda São Pedro; Tia Valdelice e a Paixão Caiçara.

Entre chapéus e coroas, os trajes de casais juninos celebram a tradição de décadas no Município, desde os anos 70.

“Somos a capital das quadrilhas juninas no Estado. Esta exposição visa valorizar São Vicente”, afirma Anderson Xavier, chefe de departamento da Secult. 

Os figurinos têm encantado visitantes desde o mês de maio, quando o Paço Municipal apresentou a “1ª Exposição de Figurinos de Noivos Juninos”, encerrado no último dia 10 de junho. Agora, a exposição muda de local e ganha novidades, no Shopping Brisamar.

Conheça a história das juninas participantes da exposição:

1- Junina AndyAngel 

De estilo próprio e aventureiro, chamando a atenção e encantando a todos com uma mistura entre a coreografia tradicional, estilizada e livre, a Junina AndyAngel traz uma identidade marcante por onde atravessa. 

Em 2000, dona Penha (mãe do tio Andy) idealizou uma fogueira de São João, e pediu ajuda de seu filho para formar uma quadrilha junina. Por ser próximo a uma escola, várias crianças despertaram o interesse pela criação de Penha e Andy e, então, a ideia se tornou realidade. Após conhecer sua esposa Angel (Angela), a família mudou o nome do grupo para AndyAngel e o casal assumiu de vez o comando da junina. 

As confecções de figurinos pelas mãos de Angel e as ideias de Andy trouxeram postura e elegância, com a simpatia e ingenuidade caipiras tomando conta do grupo, que conta atualmente com 60 pessoas entre dançarinos, staffs e diretores. 

 

As iniciativas sociais também fazem parte da história da junina, como entrega de cestas básicas, sacolas de natal e doação de brinquedos, curso de fotografia, música, maquiagem e cabelo, ações em prol da comunidade. 

Confira os maiores títulos da Junina: 

2014 – 1°lugar no Festival de Quadrilhas em São José dos Campos; 

2016 – Primeira Campeã Estadual pela Federação de Quadrilhas Juninas de São Paulo (FEQUAJUSP)

 

2- Quadrilha Junina Tio Cris 

Fundada em 2003, no Bairro Joquey Clube, a Junina Tio Cris iniciou seus trabalhos por meio de uma quermesse, para promover a cultura e o entretenimento no local. 

Com apoio da comunidade, foi possível montar três barracas com doces e salgados, e foi um sucesso. No ano seguinte, uma quadrilha infantil foi montada com 14 pares, e logo evoluiu para uma quadrilha adulta, já intitulada com o conhecido nome do grupo. 

Ao longo de dez anos, mantendo o tradicionalismo, os eventos realizados geraram uma grande visibilidade, e fizeram a junina subir de patamar. Em apenas seis anos, o crescimento foi tanto, que as quermesses tiveram que ser encerradas por não suportar tantas pessoas. 

Dessa forma, os trabalhos foram focados apenas no grupo cultural, mudando a forma das danças típicas com coreografias criativas. 

Confira os maiores títulos da Junina: 

2017 – 4º lugar no Festival de Quadrilha Junina da cidade de São Vicente

 

3- Quadrilha Junina Paixão Caiçara 

Composta por 50 pessoas, entre dançarinos, staffs e diretores, a Quadrilha Junina Paixão Caiçara foi criada em 2011. No entanto, estreou há nove anos no São João. Ela promete um figurino luxuoso, feito a várias mãos. 

Um grupo de amigos se uniu, com o propósito de provar que a cultura brasileira ainda está viva e que poderia ser representada de modo especial na região. 

A Paixão Caiçara destaca-se por mostrar alegria na dança, além de muita técnica. A junina traz um conjunto de belíssimas vestimentas, coreografias, trilha sonora contagiante e efeitos que transformam a apresentação num show de entusiasmo. 

 

Com o passar do tempo, o grupo decidiu realizar ações sociais e campanhas como a “Sangue de Quadrilheiro”, com doação de sangue, além de festa das crianças, Natal solidário e um “Sopão”, beneficiando pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

O grupo oferece diversas oportunidades aos jovens e adultos, como atividades de costura, adereços, produção, cabelo, maquiagem, coreografia, cenografia, entre outras. A cada ano é proposto um tema para contextualizar a montagem de um novo espetáculo. 

No dia 3 de agosto de 2021, a quadrilha completa dez anos. 

 

4- Junina Fazenda São Pedro 

De olho na comemoração de seus 25 anos, em 29 de junho, a Junina Fazenda São Pedro, atual bicampeã do Festival de Quadrilhas de São Vicente, reacende os costumes caipiras no Município. 

Desde 2004, Dinho Brito passou a liderar o grupo com uma nova geração de ideias e propostas ousadas, sempre com amor às tradições da quadrilha. De modo a trazer temáticas diferentes anualmente, diversas vertentes brasileiras já foram homenageadas desde o Auto da Compadecida até o Circo no Arraial. 

Ao longo dos anos, o grupo realizou apresentações em todo o país, em cidades como Queluz, Angra dos Reis, Caçapava Velha, São José dos Campos, Poá, Jundiaí, São Sebastião e Pirapora do Bom Jesus. 

A beleza nos figurinos, maquiagens e as exóticas coreografias inovaram a paixão pela junina, prestigiada em âmbito estadual. 

Em 2011, a quadrilha tradicional passou por mudanças, se tornando uma quadrilha show, com a proposta de desenvolver novos temas e mudar o formato das danças e vestimentas. 

 

Confira os maiores títulos da Junina: 

2009 – Campeã Vicentina; 

2015 – Campeã em São José dos Campos;

2018 – Campeã Vicentina e Estadual;

2019 – Campeã Vicentina e Estadual

 

 5- Junina Tia Valdelice  

Nascida no bairro Vila Mateo Bei, a quase quarentenária Junina Tia Valdelice foi criada por amigos que moravam no local. Seu nome se deve à fundadora, Valdelice, carinhosamente chamada de ‘Tia’ por todos que a conhecem. 

Ativa até hoje, Tia mantém viva a tradição junina desde 1983, com o desenvolvimento de atividades em comunidades vicentinas. O seu maior objetivo é contribuir com o resgate e divulgação das raízes nordestinas. 

Com participações em concursos de arraiais de quadrilhas por todo o Brasil, o trabalho artístico e cultural da Junina Tia Valdelice apresenta traços marcantes nas coreografias, cultura nordestina popular, figurinos com riqueza nos detalhes e repertório musical emotivo e nostálgico, sendo reconhecido em todo o Estado de São Paulo. 

 

Confira os maiores títulos da Junina: 

2018 – 1º Lugar no Festival de Quadrilhas Juninas de Queluz (SP); 

2017 – 1º Lugar no Festival de Quadrilhas Juninas de Queluz (SP); 1º Lugar no Campeonato de Quadrilhas Juninas de Cubatão; 1º Lugar no Campeonato de Quadrilhas Juninas de São José dos Campos;

2016 – 1° lugar no 4° Festival de Quadrilha Junina da cidade de São Vicente – SP; 1° lugar na 2ª Edição do Festival de Quadrilha Junina de Cubatão – SP; 1° lugar no Concurso de Quadrilha Junina da cidade de São José dos Campos;

2014 – 1°lugar no 2° Festival de Quadrilha Junina da cidade de São Vicente – SP

 

 6- Junina Mirim Trálálá 

Formada em 2016, a quadrilha Junina Mirim Trálálá permeia a cultura com seu comprometimento e responsabilidade que carrega, afinal, esta é a primeira quadrilha infantil do Estado, sendo o único grupo que continua atuando neste segmento, até hoje. 

A origem das Festas Juninas é a grande proposta do grupo, ao contar seus símbolos, lendas, fogueiras, comidas típicas, quermesses. O estímulo ao aprendizado é a grande riqueza. 

Além disso, após o início da pandemia, o grupo se tornou um Folclórico e Cultural, disputando virtualmente, e conquistando todos os festivais que participou. Rodando o Brasil, o grupo aposta nas mídias sociais para exibir o espetáculo junino, através do YouTube. 

Vale destacar que o apoio às iniciativas sociais também estão presentes na história da junina. Desde 2019, o grupo participa do Projeto Social Bora Lá, no bairro Tancredo  Neves, em São Vicente. 

 

Confira os maiores títulos da Junina: 

 

2020 – 1° Lugar nos Festivais Online: Festival Thaty Ballet; Festival Dança Ubatuba; Festival Internacional DançArt; Cacon Dance Internacional; Festival Lailton Reis 

2021 – 1° Lugar nos Festivais Conweb Dance Festival; Dança Paraiba; CBDD Espirito Santo; Festival de Dança de Londrina 

  

7 – Tia Tânia

Sônia Rosa mais conhecida como Tia Tânia, natural do estado de Minas Gerais chegou em São Vicente no bairro do Jockey Clube há mais de 35 anos, um bairro ainda tímido, em processo de urbanização.

Sônia trouxe consigo a tradicional festa de “Reis” que fazia em sua cidade natal. Procurando se encontrar na Cidade, ela criou a quadrilha junina para que sua família tivesse uma opção de lazer e ao mesmo tempo, oferecer assistência aos jovens do bairro.

De início, o grupo, que já tem três gerações, foi nomeado como Arraiá das Flores, porém, em 2018, foi rebatizado como Tia Tânia, homenageando Sônia.

O projeto que começou como entretenimento se tornou uma tradição local, auxiliando pessoas em situação de vulnerabilidade.

 

8 – Junina Tia Bola 

A Quadrilha Junina Tia Bola foi fundada no dia 25 de fevereiro de 2007, por diretores da Banda Carnavalesca “Tia Bola”.

Sua origem veio da formação infantil do projeto da banda “Aprendizageme Fé – Tocando a Vida” 

Já no ano seguinte, o grupo se estendeu aos demais públicos e logo conquistou o título de campeã vicentina no mesmo ano, e também do campeonato realizado dentro do Jockey Club de São Vicente.

Com muito suor e dedicação, a Tia Bola, com humildade, garra e dedicação, conseguiu sagrar-se bicampeã consecutiva e levou para casa o prêmio de “Melhor Marcador”. 

Um ponto marcante da junina é o fato de ser o primeiro coletivo da Baixada Santista a possuir uma música própria. 

 

9 – Corte Francesa

A Quadrilha da Corte Francesa foi fundada em 1979, pelo presidente Paulo Santos, e é a mais antiga de São Vicente. Ela surgiu com o propósito de tirar as crianças da rua e de entreter a comunidade. 

Com a modernização nas festividades juninas, a Corte ainda mantém a essência dos eventos. Sua tradição nos figurinos, danças e ingredientes especiais para a realização de uma verdadeira festa, a Corte é a prova da resistência cultural do São João na Cidade.

Sua importância para as presentes e futuras gerações, se encontra no respeito e história mantidos ao longo do tempo. Seu papel é atemporal nos festejos do meio do ano em São Vicente.

 

Por Henrique Miguel